20 de mai de 2010

Entenda o que "sampler" e "mid"








Cena típica: um produtor musical senta na frente do seu pc, e começa a criação da bateria de uma música em midi, usando um sampler… mas espera, sampler?? midi?? que disgrama é isso???




Bom, primeiramente, temos que saber o que é MIDI e pra quê precisamos de um sampler.



Se você é músico ou produtor musical, e usa seu computador para suas produções, com certeza já ouviu falar em samplers, VST, etc…



Em qualquer desses casos, com certeza você usa MIDI.







MIDI (abreviatura de Musical Instrument Digital Interface -Interface Digital para Instrumentos Musicais) é uma tecnologia padronizada de comunicação entre instrumentos musicais e equipamentos eletrônicos (teclados, guitarras, sintetizadores, sequenciadores, computadores, samplers etc), possibilitando que uma composição musical seja executada, transmitida ou manipulada por qualquer dispositivo que reconheça esse padrão. Tecnicamente, MIDI é um protocolo; entretanto, o termo geralmente é utilizado também para se referir aos diversos componentes do sistema, como adaptadores, conectores, arquivos, cabos etc.



Diferentemente de outros formatos (como o formato WAV e MP3), um arquivo MIDI não contém o áudio propriamente dito, e sim as instruções para produzi-lo, ou seja, é basicamente uma partitura digitalizada. Essas instruções definem os instrumentos, notas, timbres, ritmos, efeitos e outras características que serão utilizadas por um sintetizador para a geração dos eventos musicais.



Até a década de 70, a comunicação entre instrumentos musicais era algo impraticável. Foi quando um grupo de fabricantes (os mais conhecidos da época) desenvolveu o padrão MIDI (Musical Instrument Digital Interface). Este padrão permite o envio de mensagens de controle entre instrumentos eletrônicos digitais ou analógicos, e é, portanto, uma representação de eventos e não de som digitalizado.



Dessa maneira, em uma produção musical, por exemplo, você pode se utilizar de instrumentos eletrônicos, sem precisar ter que gravá-los. Como exemplo, você pode, com a ajuda de um programa específico, compor com o mouse uma trilha de bateria e usar os sons MIDI para reproduzi-la, sem ter que gravar de uma bateria real!



Para quem possui computadores com placa de som antigas ou com placas on-board (placa de som integrada à placa principal do computador), geralmente tem um resultado sofrível ao ouvir ou criar arquivos midi.



Para melhorar a situação, você pode instalar um emulador MIDI. O emulador é um programa que desativa a sintetização da placa de som e substitui por arquivos de som gravados de um teclado. O resultado é surpreendente, você tem a impressão que trocou a placa de som por uma com tecnologia de Wave Table como as SB Live. Isso é aconselhável somente para placas antigas como SB16 ou placas onboard, e também somente para ouvir os arquivos. Se você pretende criar arquivos midi com um teclado musical acoplado ao seu computador, a sugestão é trocar a placa, pois a conversão do som via SoftSynth gera um atraso de resposta, tornando impossível tocar ao vivo através de um teclado. Além do mais, os sons de emuladores são um tanto melhores que os da placa original, mas não tão bons assim quando se trata de produção musical séria.



Alguns dos emuladores MIDI mais utilizados são Yamaha Synth e o Wingroove (o primeiro só pode ser utilizado no sistema Windows 98).



Então, lendo isso você pensa: “meu próximo investimento será um módulo de som real, que me dará mais qualidade e timbres melhores”… ok, mas para se montar um home studio, tem que ser levado em conta o custo dos equipamentos… Um bom módulo de som, que você pode usar junto com o computador, de marcas como Roland ou Yamaha, com certeza não custa menos de USS 1,500,000.



Então você pensa: “eita, estou condenado a ter um som MIDI horrível se não tiver toda essa grana em caixa?”. Felizmente, a resposta é NÃO!!!

E é aí que entra o SAMPLER.



Sampler é um equipamento – ou em muitos casos, um programa – que consegue armazenar sons numa memória digital, e reproduzi-los posteriormente.



Este é um dos grandes responsáveis pela revolução da música eletrônica pois através dele e usando loops (ciclos), pode-se manipular os sons para criar novas e complexas melodias ou efeitos.



Dessa maneira, você terá uma melhora significativa na qualidade do som das suas produções musicais.



É usado pelas mais diversas bandas ao redor do mundo como, por exemplo: Cold Play, Slipknot, U2, Maná e Linkin Park. No Brasil temos como principais exemplos Skank, Jota Quest, entre outros. Também é usado em pós-produção áudio para efeitos sonoros. Graças aos samplers e backing tracks podemos contar com arranjos de orquestras inteiras em shows, por exemplo, mesmo em palcos que não comportem mais que 3 ou 4 músicos.



Alguns samplers estão associados a um controlador que pode ser um teclado, pads ou qualquer outro dispositivo de controle. Esses controladores também podem ser externos ao instrumento. É possível endereçar os sons a uma parte específica do controlador (uma das teclas ou uma pads, por exemplo), e reproduzi-los em tempo real.



Também associados a alguns samplers pode estar um sequenciador, através do qual se pode criar uma sequência, com diversos sons, e reproduzi-los.



Samples são sons pré-gravados. Um sample, ou “amostra”, é uma pequena gravação de um som original de instrumentos acústicos ou não, reais ou não; podemos samplear por exemplo, tanto um violão de verdade ou um violão tocado por algum teclado, que depois de serem salvos no formato áudio (.WAV, formato padrão de sons para computadores PC), são editados e depois compilados em um novo formato, capaz de ser lido por programas específicos (software samplers), ou placas de som que suportem isso (SBLive/Audigy).



Então, um programa seqüenciador como o Cakewalk/Sonar ou ainda o Cubase, fazem o trabalho de tocar um MIDI e enviar as informações para o SAMPLER, que irá “timbrar” o MIDI. Por exemplo, usar um som verdadeiro de piano Steinway & Sons que foi gravado diretamente deste maravilhoso piano de cauda e aplicar este som em uma trilha de um arquivo Midi, para que seja possível ouvir o que antes era tocado com um som de piano “fajuto”, e agora soará com uma incrível e quase-perfeita qualidade.



Ou seja, o som que antes seria lido pela placa de som, e tocado com seus timbres sintetizados e geralmente artificiais, agora será lido pelo sampler, que tocará a nota MIDI correspondente usando um som pré-gravado de um instrumento real. Isso proporciona um resultado muitas vezes superior à maioria dos sintetizadores e até mesmo teclados e módulos caros.



Impressionante é o resultado final de tudo isso que nossos ouvidos apreciarão.



Aí o amigo leitor faz mais uma pergunta: “de que maneira posso usar esses sons no meu computador?”.



Hoje em dia, há uma variedade muito grande de programas que se utilizam da tecnologia MIDI. Programas como Sonar e Cubase, também se utilizam dos VST’s, que são bancos de sons MIDI que só podem ser executados com o auxílio de outro programa, como os já citados anteriormente. Eles são chamados de plugins.



Apesar da grande qualidade de som, e do bom resultado obtido com eles, muitos produtores fogem desse tipo de recurso, pois como eles não são programas executáveis, e tem que ser carregados através de outros programas, perde-se um bom tempo com o carregamento dos mesmos, pois alguns, até mesmo pela qualidade sonora, são muito pesados.



A tendência atual tem sido bancos de timbres com o próprio sampler embutido. Isso facilita a vida do usuário, que não precisa ficar carregando arquivos, e evita muitos problemas de compatibilidade e estabilidade. Muitos desses programas aparecem em versões DXi, VSTi ou Stand-Alone (programa separado autoexecutável). Esses produtos são mais fáceis de usar, pois não há problemas de compatibilidade entre o banco de timbres e o programa que os executa; além do mais, a parte de configuração já vem automática, evitando desgastes nessa parte. A maioria das bibliotecas atuais segue esta tendência, sendo comum o uso de VSTi´s na produção musical, seja na forma original ou na forma standalone (programa autoexecutável que não depende de plataforma DX ou VST).



Bom, chega ao fim esse post. Espero ter ajudado a esclarecer algumas dúvidas, sobre um recurso tão comum, e ao mesmo tempo tão complicado de se usar. Abraços, e, até a próxima!





Fontes: Wikipédia e Guias do Mercado Livre

Um comentário:

Rosemiro disse...

Amigo gostei muito das suas explicações mais seguinte nao to conseguindo fazer sair som do teclado só quando seleciono o canal ommi, mais quando vou por ch 1, 2, etc nao sai som nenhum, tenho um tecla roland EM-1b como controlador e placa delta 1010lt nao tem jeito nao sai, endereceu o ch 1 do teclado, deis em off local e nada
podes me ajudar